segunda-feira, 13 de julho de 2009

Coluna Teologia&Religião: "Oração aos Pais"




Caros Amigos, inaugurando a Coluna Teologia&Religião eu gostaria de lhes deixar como reflexão a pequena oração que me foi iluminada na sexta-feira a noite. Ela é significativa porque foi meu único ato bom naquele dia. Espero que façam bom uso dela.


"Deus, ajudai aos pais ser bem firmes na fé e no amor. Que eles aprendam que ter um filho é uma verdadeira graça vossa. Aprendam ainda que o mais importante para um filho não são os presentes, mas o carinho, a atenção, a amizade e o abraço acolhedor.
Deus, que aja respeito e aceitação no coração dos pais para com seus filhos. Que papai e mamãe estejam sempre abertos ao diálogo e a mudança. Que sejam verdadeiras pontes, Pai, entre vós e seus filhos. Amém."

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Coluna Extra: Paradas e Violência!



Prezados,

Eu publiquei recentemente um texto no Grupo do Yahoo "e-Jovens: Adolescentes e Jovens LGBT" e resolvi também publicá-lo aqui como uma introdução ao tema central da "Coluna Coisas da Vida" deste mês. Aguardo as opiniões de vocês. Assistam ainda ao vídeo do Youtube mostrando as cenas reais do espancamento do Marcelo na última Parada do Orgulho GLBT de São Paulo. Segue-se abaixo então o texto na integra e logo depois o video.



Meu nome é Fláwyo, tenho 25 anos e este é meu primeiro contato com o Grupo. Escrevo-vos de Rio Verde-GO e atualmente sou estudante.
Li os últimos post do Grupo que chegaram até o meu e-mail e fiquei pensando sobre os comentários feitos a respeito da Parada de São Paulo e o caso do espancamento de Marcelo.
Sabemos que este é mais um dos tantos casos de violência que atingem a população GLBTT.

Há pouco menos que 2 meses atrás pensei em organizar uma "Parada" em Rio Verde-GO.
Na ocasião houve muita resistência por parte dos meus amigos heteros e homos.
Uma amiga hetero chegou a me dizer: "Você é meu amiguinho querido... Não quero que você se machuque com isso..."
Um amigo gay: "Porque você quer mecher com isso... Eu já fui e acho um circo... Uma palhaçada tudo isso..."
Um casal de amigas lésbicas: "Você só pode estar doido... O que vai dar de beesha depenada na avenida..."
Uma travesti amiga: "Ah não, já levo na cara demais... Não preciso de mais borrachada não..."

Confesso que as opiniões embora todas contrárias não me deixaram tão preocupado como uma reflexão que fui fazendo ao longo das diversas conversas que tive com Presidentes de ONGS e demais Coordenadores de Projetos Sociais da cidade. Muitos me disseram: "Isso irá gerar morte na cidade... Você está pronto para ver isso acontecer"?

Mas meu interesse com tantas conversas era analisar o grupo com qual eu iria lidar, embora, eu não tenha encontrado dentre os meus aqueles que não tremessem diante da palavra PARADA. Outra amiga hetero chegou a perder o controle comigo quando disse estar pensando sobre organizar uma Parada.

Interessante que quando eu mencionava a essas pessoas as idéias que tinha sobre a "Parada" boa parte delas me disseram não concordar com o que viam na TV, ou com o que tinham visto durante suas participações em Paradas. Isso, porque as idéias que tive diferiam do formato concebido atualmente nas "Paradas" (aliás, nem de Parada eu chamei, por isso, as aspas). Todavia, como disse, a um amigo, não afirmo que minhas idéias sejam melhores ou que iriam produzir resultados melhores, porque não sei, não as testei. Apenas penso diferente e me comporto coerentemente com isso.

O fato é que analisando os atuais formatos em que as Paradas estão organizadas, acredito que elas favoreçam violências como as que ocorreram com o Marcelo e tanto outros. E isso pouco envolve questões sócio-econômicas.

A Parada deveria ser um momento de SENSIBILIZAÇÃO da comunidade em geral (aliás, este deveria ser o principal objetivo). Ela deveria dar conta de mostrar a população (sem distinção de gênero sexual) que somos humanos. Que não somos coisas ou objetos do acaso cultural. Enfim, ela deveria ser cativante suficientemente para comover a população em geral e fazê-la aliar-se a causa da diversidade sexual que não se resume aos GLBT.

Gritar para as pessoas que existimos pouco irá resolver a questão da homofobia. Acusar fulana e beltrano de serem preconceituosos etc e tal também. Isso não instrumentaliza a população e nem a motiva em torno da mudança comportamental. Ao contrário, assusta e gera mais violência. Vejam que não estou dizendo que tais ações são inúteis, estou apontando que elas são coercitivas do ponto de vista social.

Infelizmente, percebo a revolta justificada na população GLBTT. Estudos sociológicos e psicológicos apontam para as conseqüências nefastas da marginalização social. Porém, a população GLBTT também deve ser sensibilizada e motivada a respeitar e aceitar os limites do outro. Vejam que não menciono que com isso devamos ser passivos.

Em suma, o que quero lhes dizer é que a população como um todo deve ser levada ao encontro com a diversidade, sem que se façam tantas menções aos gêneros sexuais, afinal, somos todos humanos (e este deve ser o foco principal), e a sexualidade é apenas uma pequena variável de tudo isso.

Em suma, penso que o Movimento das Paradas já fizeram muito sim (seria hipocrisia de minha parte dizer o contrário), entretanto, podem e devem avançar mais. Porém, é claro, isso será um processo longo e extenso que não irá se resumir em dias pontuais ou em programações semanais.

Bom, acredito que me estendi demais. E deixo a palavra com vocês.
Abraços a todos... É um prazer estar no grupo.



Para assistir no Youtube click aqui

domingo, 21 de junho de 2009

Diário de um Pensador: “Amigos...Sempre”!



Prezados amigos, esta semana que se passou eu refleti muito sobre a amizade, tive experiências belíssimas com os meus amigos de faculdade e neste post irei comentar um pouco do que pensei. Afinal, eu já havia me esquecido do quanto é bom estar entre os amigos, em face da crescente quantidade de tarefas que tenho a fazer.

Eu já estava ficando deprimido e exausto. Parecia que minha luta já não compensava mais. Eu estava me isolando demais por causa dos meus objetivos ligados ao vestibular, e, por isso, entendi perfeitamente quando Vinicius de Moraes diz num de seus poemas que se todos os seus amigos sumissem ele haveria de ficar louco.

Engraçado que durante muito tempo eu realmente acreditei que não precisava de amigos em minha vida, talvez nesse tempo eu era o louco que Vinicius colocou. Neste tempo eu não tomei ciência da minha solidão e nem tão pouco via importância nisso. Então, nesta semana fiquei me lembrando do tempo em que estudava exaustivamente para simplesmente fugir das minhas dores.

Confesso que foi um tempo produtivo no plano acadêmico como nenhum outro tempo (especialmente nos três primeiros anos da graduação), eu me deitei sobre diversos campos das ciências humanas e sociais e avancei muito no curso de psicologia. Todavia, isso me roubou muito tempo de convivência com todos a minha volta. Eu era o que uma amiga certa vez me emocionou dizendo, uma verdadeira fortaleza, onde poucos podiam entrar.

Tudo isso, é claro, era resultado da enorme quantidade de agressões que eu havia sofrido durante os anos escolares. Eu me fechei para me proteger. Não queria que ninguém me machucasse mais. No entanto, ao me fechar eu perdi também a oportunidade de me relacionar com as pessoas agradáveis e amáveis que por ventura estivessem a minha volta, as quais, inclusive poderiam me ajudar a reaver a necessidade de demasiada defesa.

Nos encontros que tive com os meus amigos está semana, tudo isso me passou como um flash instantâneo e dia pós dia fui me lembrando do quanto o Flávio se abriu durante a graduação. E isso só foi possível porque me encontrava em um terreno onde as pessoas me permitiram e me ajudaram nisso.

Os anos psicoterapia contribuíram muito nesta mudança e é claro o meu esforço crescente em compreender as ciências humanas e sociais. Mais nada me mudou tanto quanto os meus amigos, e, é claro, não apenas os meus amigos da faculdade, mas todos os que compõem o meu círculo de amizades.

Hoje percebo que cada pessoa possui uma habilidade diferente e ímpar, com a qual podemos aprender um pouco, e, desta forma, melhorarmos enquanto seres humanos. Logo a máxima tende a ser verdadeira, quanto mais amigos possuímos maior é probabilidade de sermos pessoas mais sociáveis e possivelmente experimentarmos o sentimento de contentamento através do pertencimento. Evidentemente, que esta máxima é relativa porque depende da medida em que a pessoa reflete e crítica sua experiência diária.

Muitos poderiam me perguntar agora: Ah! Flávio esses amigos que você está mencionando são os que chamamos de verdadeiros e sinceros, não é? Então poderia lhes responder que não necessariamente, todas as pessoas que passam por nossa vida produzem mudanças significativas em nós. Afinal, como diria alguns existencialistas, ninguém sai ileso de uma relação.

Portanto, o que quero sinalizar a vocês é que por mais que tenhamos critérios quanto aos nossos amigos, dentre eles a sinceridade (mais precisamente a autenticidade), seríamos felizes em considerar a todos como amigos, pois, nós somos o resultado do desejo do outro, como dizia Lacan. Ou seja, neste mundo o Tu é tão necessário e vital quanto o Eu, como dizia Buber, porém, infelizmente poucos se certificaram disso. E infelizmente muitos são os que vivem acusando o mundo de seus infortúnios.

Poucos conseguiram sublimar a experiência considerada negativa e aproveitar o seu verdadeiro cerne, o conhecimento diário. Isso só é possível quando reconhecemos que a vida diádica é erguida em cima do sofrimento, pelo menos por enquanto. Bom seria é claro, que pudéssemos atingir outro status quo sem a necessidade demasiada do sofrimento. Outrossim, nenhuma crença irrestrita em regras de sobrevivência irá sobrepor o sabor de ser viver uma experiência.

Queridos, por hoje é só. Adoraria agora saber de vocês o como pensam sobre suas amizades e o quanto acreditam que elas contribuíram para formá-los enquanto seres humanos.

Abraços a todos vocês e linda semana...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Diário de um Pensador: A rotina nossa de cada dia!



Olá amigos,

Peço desculpas pelo exímio atraso desta coluna, mas, meu tempo está cada vez mais comprometido. É muita coisa para estudar e freqüentemente não estou conseguindo me desdobrar para vir até aqui, ou, por exemplo, atender ao orkut e e-mail etc. Mas, vamos que vamos...

Quero começar essa coluna falando um pouco sobre a rotina diária nossa de cada dia. Já repararam o quanto é difícil mantermos uma rotina. Parece que o nosso corpo já possui uma rotina própria e nós já nos habituamos a tal ponto que a probabilidade de fracassarmos numa "simples" dieta, por exemplo, é alta. Isso sem falar nos planos infindáveis de estudar para subirmos de cargo, sermos aprovados em concursos públicos ou em exames vestibulares.

Ao longo da minha faculdade eu questionei muitos dos meus comportamentos, os quais, eu os exibia ao longo do Ensino Médio e do Ensino Fundamental. Vejam bem amigos, estou lhes falando dos meus comportamentos acadêmicos. Minha vida era memorizar, e, aliás, eu me dava muito bem com isso. Sempre tive o que povo chama de memória fotográfica. Então, na escola em disciplinas que eu pouco me sentia atraído - área de exatas precisamente - eu usava a tal da memória fotográfica e nas outras - humanas e biológicas - eu me esforçava por entendê-las.

Além delas, tinha a tal da filosofia que eu já estudava desde os 10 anos por conta própria. Sempre achei um máximo pensar sobre a existência humana, aliás, meu nome deveria ser pensador (risos), porque eu vivo disso. Está certo que hora e outra eu me perco, mas, tudo bem, porque quem pensa viaja e nem sempre estamos preparados para encontrar o que vemos nessa viagem.

Mais voltando, quando eu entrei na faculdade, eu fui cada vez menos requisitado a utilizar a memorização como recurso de aprendizagem, eu era freqüentemente solicitado a compreender e a pensar sobre determinado conteúdo. No máximo, eu memorizava nomes de autores e datas durante a graduação, nada mais. Porém, agora estou tendo que reverter o meu comportamento acadêmico. Parece que a norma dos concursos e dos vestibulares é a memorização e constantemente eu sou incitado a fazê-la.

Fico decepcionado porque em um país com enorme potencial científico como o Brasil, ainda é necessário que os alunos aprendam por meio das famosas "decorebas". Sinceramente, eu acho isso ridículo. Acredito que a memorização é parte do processo de aprendizagem e neste quesito estou tentando reavê-la, depois de certo tempo sem usá-la tanto. Entretanto, a memorização não permite ao aluno o conhecimento suficiente para conduzi-lo à aplicação do conteúdo apresentado em sala de aula. Ou seja, eu vejo que há duas pontas de um mesmo processo sendo que não se anulam ou podem ser dispensáveis.

Eu espero que com tantos alardes do Ministério da Educação, de reformas e mais reformas, o Brasil mude os rumos do aprendizado no meio nacional e comece a valorizar e a incitar o poder crítico de seus cidadãos. Realmente precisamos de professores mais criativos e de que o aluno não seja confundido com um mero autômato colocado num banco de escola.

Aliás, era assim que eu me sentia quando estudei num dos mais famosos colégios privados de Goiânia-GO. Para quem tem plena ciência de tudo o que coloquei acima, trata-se de um show de horrores ver constantemente professores incapazes de serem criativos acusarem os alunos de serem incompetentes no aprendizado, quando na verdade a maior incompetência é deles. É claro que tinha umas exceções lá, mesmo que raras (risos).

Então, sinceramente eu fico chateado por hoje ser cobrado a respeito disso. Pior ainda é que eu tinha uma rotina de estudos muito acentuada, tanto na graduação quanto na escola. Todavia, isso era um dos meus mecanismos para fugir dos meus problemas pessoais, que na época me faziam sofrer demais. Como hoje boa parte deles foram superados, graças ao meu esforço e a dedicação da minha família e de alguns amigos, eu não vejo mais necessidade de ficar maçando o dia todo em cima do livro.

No entanto, hora ou outra alguém também me cobra isso (risos). Parece que a coisa já é cultural. Isto é, as pessoas acreditam não apenas no modelo da educação mnemônica, mais também acreditam que ela deva ser massiva. Enfim, a cultura realmente pensa que é só através do sofrimento que o homem pode reaver sua dignidade. Fico extasiado com isso, porque as ideologias do capitalismo podem aniquilar todo potencial criativo de uma sociedade, como dizia Marx. Bons tempos serão aqueles em que as crianças tiverem o desejo e o prazer de ir e estarem na escola, como afirmou Skinner.

Bom, meus queridos. Eu fico por aqui, e, portanto, encerro o primeiro post desta coluna. Gostaria de saber a opinião de vocês a respeito de tudo o que coloquei. Fiquem a vontade, ok...

A propósito, como este é mês do Orgulho Gay o texto de junho da Coluna "Coisas da Vida" versará sobre as Paradas... Fiquem atentos...

Abraços para vocês e ótimo feriado...

P.S.: Agradeço o carinho dos amigos Dinho e Xandy... E é claro, tentarei ser mais freqüente aqui... Abraços especiais para os dois!!!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Mudanças no Blog!



Amigos, farei algumas mudanças no Blog. A partir do dia 24/05/2009 o blog passará a contar com uma nova coluna de post, permanecendo então com duas colunas informativas.

A primeira coluna, será mensal e denominada de "Coisas da Vida". A segunda, será semanal e denominada de "Diário de um Pensador". Os objetivos da primeira, continuando atrelados a que lhes coloquei no primeiro post do blog, bem como, ao Poema "Cose Della Vita". Já os objetivos da segunda, irão centrar sobre os aspectos mais triviais e cotidianos da minha vida.

Logo, esta nova coluna irá abranger o que vivo diariamente e o que vou concluindo a respeito destas experiências. Sendo assim, esta coluna não será planejada como a outra, e portanto, será bem mais fugaz.

No futuro, espero incluir outras colunas, no blog. Já que a existência deste blog como um todo permanece em torno da Crítica e da Polêmica, conquanto, colunas sobre religião e comportamento humano, são bastante interessantes, embora, tais temas já apareçam por aqui de uma maneira ou outra.

Fico então aguardando vocês aqui, toda semana. Abraços a todos e obrigado pela atenção. Ah, e por favor, caso tenham idéias e sugestões de temas ou de mundaças neste blog, não hesitem em me dizer.

Até logo!

domingo, 10 de maio de 2009

Ensino Público: benefício da maioria ou da minoria?

Alunos comemorando a Entrada na Universidade em 2009.


Caros amigos, no post anterior conversamos um pouco sobre as ilusões da ciência psicológica no que tange "fenômeno" da felicidade. Neste debateremos basicamente sobre algumas ilusões que concorrem a um dos mais famosos ritos de passagem na nossa sociedade, a entrada na Universidade.

Indubitavelmente, sempre ficamos extasiados quando por algum motivo fazemos um estudo da Consituição Federal Brasileira, e nos deparamos com artigos como o 205 que disciplina a "Educação como um direito de todos". Além do âmbito nacional temos a Declaração Universal dos Direitos Humanos de abragência internacional que no seu artigo 26 coloca a educação como um direito fundamental da humanidade, abrindo espaço à felicidade e ao aprendizado de um ofício. Entretanto, uma rápida olhada no sistema educacional brasileiro e já podemos constatar que as coisas não seguem estes lindíssimo ideais.

O processo de seleção empregado pelas Universidades é um grande exemplo de exclusão em nosso meio, bem como, de derespeito tanto à Carta Magna do Brasil, quanto à Carta Universal do Mundo. Infelizmente, esse é um processo mantido ainda por meio de alienação ideológica, pois, notamos também o modo como a cultura valoriza o sofrimento como meio de dignificação do homem.

Não muito raro vemos propagandas na TV de pessoas em condições paupérrimas que conseguem sobreviver e são aclamadas como exemplo nacional de superação, quando na verdade deveriam servir de exemplo para a revolta da sociedade em geral por permitir que pessoas passem por demasiado sofrimento quando na verdade todas são iguais perante a Lei. Assim, do ponto de vista crítico, poderíamos nos perguntar, por que alguns "merecem" passar por demasiado sofrimento para simplesmente sobreviverem, enquanto, outros desfrutam da riqueza da nação sozinhos? Parece muito coerente aqui a lógica do capitalismo selvagem que influi no sujeito a ideologia de que ele só não é rico, porque não quer, desprezando as desigualdades sociais, bem como, as diferenças de oportunidades.

No que tange ao Ensino em si, ultimamente o Governo tem feito propostas de melhoria do Sistema Público de Educação Brasileiro, especialmente, a propalada "Reforma do Ensino Médio" e a "Unificação do Vestibular através do novo ENEM" (todas anunciadas para 2010). Todavia, donos de grandes redes de ensino, especialmente, os que possuem em suas insituições, os famosos "Cursos Pré-Vestibulares" mechem-se no sentido de tentar impedir tal modificação do sistema.

Se olharmos deste modo talvez acreditemos que as propostas de avanço instrumental e tecnológico que o Ministério da Educação deste governo tem proposto e discutido por estes dias produza algum alento. Conquanto, há de se refletir que na verdade as mudanças sugeridas pelo governo são paleativas, isto é, por si só não resolvem a pendenga. Aliás, enquanto a entrada na Universidade parecer-se com um "funil" onde só entram aparentemente os que são classificados como os "melhores", o vestibular está longe de deixar de existir.

Criado em 1911, pelo então Ministro da Justiça e Negócios, Rivadávia da Cunha Corrêa, o vestibular, é mais velho do que nossos avôs. Já nesta época o vestibular surge como um alternativa ao aumento de alunos em relação à oferta de vagas, porém, ao longo do tempo tal fato foi sendo camuflado com a idéia da meritocracia ou sistema de méritos (isto é, entra que mais méritos - pontos - consegue na prova).

O sistema de méritos caminha no extermo oposto do sistema democrático que é a base da política brasileira, ou ao menos deveria ser. Enquanto a democracia prega a igualdade de todos perante o Estado, a meritocracia afirma o contrário, somente alguns merecem o crédito e o investimento do Estado. E parece que esses alguns se tratam da parcela mais rica da sociedade, pois, uma rápida entrada em Universidades Públicas no Brasil, e já no primeiro bloco notamos a presença de carros que não são nacionais (e detalhe, são de alunos). Tal fato, é comum, a Universidade Pública é o reduto dos ricos e poderosos e a Universidade Privada, dos pobres e de classe média. Parece que o Projeto de Lei referente ao "Sistema de Cotas" que ainda tramita no Senado será outro exemplo de como amenizar as desigualdades sociais e raciais (isto é, a exclusão) no Brasil.

Ainda assim, podemos considerar algumas vantagens na proposta do governo de modificar o processo de seleção universitário, substituindo os vários tipos de exames e unificando o vestibular nas Universidades Federais, tais como: a diminuição das distâncias e a possibilidade de uma avaliação mais crítica e pragmática do conhecimento dos alunos, levando em conta não apenas a capacidade mnemônica, mais também a capacidade de pensar e aplicar determinado conhecimento. Destarte, é preciso que entendamos que tudo isso, são formas de se avaliar o aluno, entretanto, nenhuma delas é garantia de sucesso acadêmico.

O fato em questão é que além de excluir, o vestibular também demanda diversas conseqüências negativas ao aluno, especialmente, do ponto de vista psicológico. Muitos alunos se empenham anos a fio em cursos pré-vestibulares caríssimos, de modo que, alguns deles já superam o "conhecimento" reproduzido pelo próprio professor, que de tanto repetir a mesma matéria o tona obsoleto e sem sentido.

Assim, muitos são os alunos que poderiam ser mais bem beneficiados por uma psicoterapia, para aprenderem a redirecionar comportamentos que os remetem ao estresse, a ansiedade e ao suicídio (como ocorrem em países como a China), do que, a "aposentadoria" em cursos pré-vestibulares. No entanto, aos donos de grandes colégios e redes de ensino, falta conhecimento a respeito de psicologia e interesse em ajudar os alunos, aliás, há mais interesse em manter os alunos (especialmente, os que pagam em dias) do que necessariamente ajudá-los a superar suas dificuldade que não estão no âmbito do conhecimento mnemônico (que é a principal via de apredizagem trabalhada nestes tipos de colégios; com raras exceções, é claro).

Como se se não bastasse muitos alunos ainda acreditam na ideologia de que só serão grandes profissionais caso estejam numa bem vista Universidade. Cada país possui suas Unviersidades de grife, que são as prediletas das empresas, do governo etc. Mas, a questão é tão relativa quanto á avaliação. Nem sempre a melhor Universidade na opinião pública é a melhor para o aluno.

Acredito inclusive que deveria haver dispositivos legislativos no Estado que coibissem tal visão e não facilitadores como ocorre hoje com o famoso ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), que ao divulgar as Universidades que obtiveram "melhores" notas neste ou naquele curso, acaba que por funcionar como um sistema de marketing social ilusório. Fato este que não convém, pois, tais informações obtidas pelo INEP e o MEC deveriam ser empregadas exclusivamente com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino, conduzindo neste caso à equalização da educação pública superior em todo o território nacional. Entretanto, até o presente momento o ENADE (e de certo modo o "antigo" ENEM) tem mais servido ao propósito de catalisador do Sistema do que a este ideal.

Ademais, os alunos precisam ser conscientizados de que as habilidades acadêmicas são muito mais importantes para o sucesso educacional do que necessariamente a Instituição de Ensino. Aliás, a maioria das Insituições de Ensino Superior tidas como as "melhores" arranjam maneiras de verificarem se o aluno possui essas habilidades desenvolvidas, já que não é compromisso seu desenvolvê-las durante o processo de formação. Alguns exemplos destas habilidades são: leitura crítica da realidade, autonomia ou autodidática na aprendizagem, organização e planejamento do tempo de estudos etc. Destarte, tais habilidades deveriam ser o foco da educação básica, especialmente, no 1º Ciclo do Ensino Fundamental.

Em suma, acredito que se o Sistema de Ensino Brasileiro (Fundamental e Médio) avançasse no sentido de tornar as aulas momentos distintos e únicos de experimentação, pesquisa básica e aplicação técnica do conhecimento aprendido em sala, levando de fato o aluno a transofrmar sua realidade sócio-histórica e não apenas sumarizando os produtos da ciência, e, portanto, desconsiderando o aluno como sujeito criativo e dinâmico passível de ir além da mera arrolagem de conhecimento, conseguir-se-ia provavelmente grandes feitos neste país, especialmente a eliminação definitiva do vestibular, já que o mesmo se tornaria injusticado diante da altíssima desenvoltura acadêmica dos alunos. Para colocar de vez o problema do vestibular no cemitério seria também necessário que o número de ofertas de vagas ultrapassasse o número de alunos matriculados no Ensino Médio, proporcionalmente a cada Unidade Federativa do País.

Meus caros, essas são algumas das idéas básicas que acredito que deveriam nortear o Estado em sua atuação no perímetro do Ensino Público deste país. Não sejamos hipócritas de afirmar que são as únicas. Para tanto, gostaria de conhecer a opinião de vocês sobre o tema, especialmente, se concordam ou discordam com as reflexões aqui trazidas.

Leia mais sobre a Reforma do Ensino Médio, acessando o link abaixo (Informações da Agência Brasil):
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/05/04/materia.2009-05-04.9074292711/view

Leia mais sobre a Unificação do Vestibular nas Universidades Federais, acessando o link abaixo (Informações da Folha de São Paulo Online)
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u565475.shtml

Feliz Dia das Mães!




Poema às Mães

Mãe, vi o mundo tive medo
A reação foi um grito,
Me acalentastes em teu colo
Foi um gesto tão bonito,
Aprendi com teu amor
E no amor eu acredito.

Mãe teu calor, teu aconchego
Me aqueceu na noite fria,
Na manhã da primavera
Ouvi tua melodia,
Eis aqui meu sentimento
Transformado em poesia.

Mãe significa amor
Seu mérito é o perdão,
Se o filho comete um erro
Lhe corta o coração,
Mas ela para defendê-lo
Enfrenta um batalhão.

Deus lhe deu sabedoria
E o dom da perfeição,
Ler dos filhos os pensamentos
Saber deles o coração,
Acredita no amor
Como a única solução.

Tão sensível coração
E tão forte quando é preciso,
Dá a vida em prol do filho
No momento decisivo,
Por isso mesmo ser mãe
É padecer no paraíso.

Como mulher és exemplo
Como mãe és uma santa,
Teu carinho, teu amor
O mundo inteiro encanta,
Agora vou encerrar
Sinto a voz embargar
E ficar presa à garganta.

À todas as Mães que freqüentam o blog... os meus PARABÉNS... E o meu desejo terno de um FELIZ DIA DAS MÃES!!!

Obs.: Poema de Edisio Araújo.
Fonte: http://www.poesiascomamor.com/poesias_de_mae.htm